Anizia Valadarez
Como Eu Identifiquei Que Estava em um Relacionamento Abusivo?

Se você chegou até aqui, é porque você está desconfiada de que está vivendo em um relacionamento abusivo. Ou porque percebeu sinais no relacionamento de alguém próximo a você. De qualquer forma, o fato de você estar aqui, lendo isso, significa que uma parte de você já sabe que algo não está certo. E eu quero que você saiba: essa intuição sua é real. Confie nela.

Porque eu também tive essa intuição. Essa voz pequena, lá no fundo, sussurrando que algo não estava bem. E demorei quase dois anos para dar atenção a ela. Quase dois anos vivendo em um padrão que me machucava todos os dias. Então, estou aqui, hoje, te contando essa história. Porque reconheço em você a mesma mulher que fui: inteligente, capaz, merecedora de amor, mas presa em um ciclo que parecia não ter saída.


Meu primeiro relacionamento parecia um conto de fadas. Sério. Aquele que você lê nos livros, que você vê nos filmes. Presentes que chegavam sem motivo. Ele me levava para todos os lugares. Restaurantes caros. Viagens românticas. Eu me sentia especial, escolhida, amada. E sabe aquele sentimento de estar vivendo a vida que você sempre sonhou? Era exatamente o que eu sentia. Mas, não demorou muito para o lado sombrio começar. 

Os Primeiros Sinais Que Não Reconheci Como Relacionamento Abusivo

Tudo começou sutilmente. Qualquer coisa que fugisse do que ele esperava virava motivo para briga. E não eram discussões normais, saudáveis, onde dois adultos discordam e chegam a um acordo. Eram brigas que terminavam com palavras de baixo calão, gritos, humilhação. E aqui está a parte que eu quero que você entenda bem: eu achava que era minha culpa. Quando ele explodia, eu pensava: "O que eu fiz? O que eu disse? Como eu posso mudar para que ele não fica assim?" Eu estava interpretando o abuso como um sinal de que ele se importava, que ele tinha ciúmes porque me amava. Que pensamento perigoso, não é? Mas era exatamente isso o que eu acreditava. E você provavelmente também acredita nisso. Você provavelmente acha que se você fosse diferente, se você falasse menos, se você se vestisse de outro jeito, se você não risse tanto, as coisas seriam diferentes. Mas deixa eu ser clara: não é culpa sua. Nunca foi.


Depois vieram os ciúmes. Mas não era um ciúme saudável. Era um ciúme que se transformava em acusações constantes. Ele dizia que o problema era eu: que eu ria demais pra todo mundo, que eu "dava mole pros caras", que eu provocava os homens. E aquilo disparava violência emocional e psicológica novamente. Eu era culpada por ele estar ciumento. Mas e quando eu ficava com ciúmes? Aí era completamente diferente. Ele instigava ainda mais. Ele fazia questão de me machucar deliberadamente. Saía, desligava o celular, ia para festas sozinho, bebia, me traía intencionalmente. E quando eu chorava, quando eu confrontava, ele me chamava de louca, de paranoica, de insuportável. O jogo era simples: eu não podia estar ciumenta, mas ele podia me trair com tranquilidade. E pior: ele me fazia parecer a vilã da história por ter sentimentos sobre isso. Mas talvez na relação que vocês tá vivendo não haja traição, mas há o controle dos seus passos, as explosões inesperadas. Na época eu achava que era normal, "é só o jeito dele", eu achava que era amor. E você provavelmente achava a mesma coisa até agora. 

A Montanha Russa de Emoções

Foram quase dois anos vivendo uma montanha russa emocional. Briga, reconciliação, promessas vazias, briga novamente. E você sabe o que é pior? Que eu estava viciada naquele ciclo. Viciada em adrenalina, não em amor. Aquele padrão de conflito e reconciliação, aquele medo constante de quando seria a próxima briga, aquela esperança louca de que, dessa vez, as coisas fossem diferentes. tudo aquilo me prendia como uma corrente invisível. Minha mãe tentava me alertar. Meu irmão dizia que aquele relacionamento não era pra mim. Mas parecia que eu estava cega. E sabe por quê? Porque para mim, aquilo era normal. Era o meu primeiro relacionamento. Eu não tinha referência do que era saudável. Então, quando algo é tudo o que você conhece, você acredita que é assim que deve ser. Você também pode estar vivendo essa realidade agora. Pessoas ao seu redor falando coisas que você não quer ouvir. Família e amigos percebendo algo que você ainda não consegue admitir. E você, ali no meio, defendo o seu relacionamento porque, no fundo, você não conhece nada diferente.

Relacionamentos abusivos raramente começam com uma agressão óbvia

Começam com pequenos desrespeitos. Com críticas sutis. Com controle disfarçado de preocupação. Com ciúmes apresentados como prova de amor. E você, lentamente, começa a aceitar cada vez mais, porque já aceitou um pouco antes.Como terapeuta sistêmica, entendo agora que meu inconsciente estava tentando "resolver" algo através daquele relacionamento. Eu estava revivendo dinâmicas que tinha aprendido na minha família de origem. Estava leal a padrões que nem sabia que carregava. Meu sistema emocional estava congelado, repetindo um script que começou muito antes daquele relacionamento existir.

Eu cresci em um ambiente onde os casamentos não duravam, onde a traição era algum comum e as agressões verbais, as brigas com ofensas eram "naturais". E você? Qual é o seu padrão? De onde ele vem? Qual é a lealdade invisível que te mantém presa nesse relacionamento?

Os Sinais Que Você Não Deveria Ignorar

  • ✓ Brigas que terminam em humilhação e palavras de baixo calão
  • ✓ Ciúmes excessivo como forma de controle
  • ✓ Ele instigando ciúmes deliberadamente para machucá-la
  • ✓ Você sendo culpada pelos sentimentos dele
  • ✓ Ele te chama de louca quando você o confronta
  • ✓ Ciclo constante de brigas e reconciliações
  • ✓ Você mudando quem é para evitar conflitos

Você não está vivendo um relacionamento difícil. Você está vivendo um relacionamento abusivo

Por Que Estou Te Contando Isso?

Estou te contando porque reconheço em você a mesma mulher que fui. E quero que você saiba algo fundamental: você não está louca. Você não é paranóica. Você não é insuportável. Você não merece isso. Você está em um padrão. Um padrão que parece normal porque é familiar. Um padrão que dói, mas que você conhece. Um padrão que repete histórias antigas que vivem através de você sem que você sequer saiba disso. Como terapeuta sistêmica e como mulher que viveu isso, eu sei exatamente como ajudar você a sair disso. Você merece viver um relacionamento onde você não está em alerta permanente. Merece estar com alguém que te respeita, que te escolhe, que te ama de verdade.

Você Não Está Sozinha

Se você leu essa história e reconheceu a sua própria história aqui, se você sentiu o coração bater mais rápido em algum momento, se você pensou "nossa, é exatamente isso o que estou vivendo" — você não está sozinha. Milhares de mulheres estão vivendo isso agora. E muitas conseguiram sair. Eu consegui sair. E hoje, através do meu trabalho como terapeuta sistêmica, ajudo outras mulheres a saírem também. Mulheres que achavam que estavam presas para sempre. Mulheres que achavam que mereciam aquilo, que pensavam que nunca conseguiriam ser felizes fora daquele relacionamento. Elas conseguiram. E você também consegue.

Se você ficou com dúvidas,  quer aprofundar mais essa questão, quer entender exatamente qual é o padrão que está te prendendo nesse relacionamento abusivo,  eu convido você a agendar uma sessão diagnóstica GRATUITA comigo. Nessa sessão, vamos identificar juntas:

  • Os padrões específicos de abuso que estão te mantendo nesse ciclo
  • As lealdades invisíveis que você herdou e como elas estão operando
  • O primeiro passo concreto que você pode dar para começar a mudar
  • Como sair desse relacionamento de forma segura e com autopreservação

Essa sessão é só sua. É um espaço seguro, confidencial, onde você pode falar tudo aquilo que nunca falou em voz alta. Onde você não será julgada, será ouvida e compreendida por alguém que já esteve exatamente onde você está.

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Você merece mais do que um conto de fadas perigoso. Você merece um relacionamento de verdade. Onde você é respeitada, honrada e amada exatamente como é. Com todo o meu coração e com a experiência de alguém que sabe exatamente o que você está vivendo 

,Anizia Valadarez
Terapeuta Sistêmica



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